De acordo com o Relatório Fórum Econômico Mundial, cerca de 65% das crianças nascidas entre 1998 e 2010, vão trabalhar em funções que ainda não existem. Essa possibilidade é real e, em pouco tempo, ocorrerá a extinção de profissões que um dia estiveram em ascensão. Outro dado é que, 45% das profissões sejam automatizadas até 2055. Com a tecnologia,  a era dos dados a exemplo da inteligência artificial, machine learning, assim  como a programação robótica, realidade virtual, impressão em 3D, internet das coisas, educação maker, computação quântica, produção de vídeos para internet, entre outros, ditarão as regras de se fazer negócio.

Como preparar e desenvolver as crianças do “futuro” para essas habilidades e competências do Século XXI? De acordo com a British Council, menos de 1% da população brasileira apresenta algum grau de fluência do inglês, e 5% dos brasileiros falam o idioma. Países menores que o Brasil, como Chile e Argentina – ambos latinos, têm mais pessoas falando inglês. O Brasil, infelizmente, ocupa a 41ª colocação de um ranking de 70 países desenvolvido pela EF Education First.

É um caminho logo, certamente, porém o primeiro passo é urgente: conceder a elas o direito à educação bilíngue, pois, mais do que nunca, falar inglês é imprescindível para que sejam cidadãos e profissionais globais. “Formar cidadãos éticos, que tenham capacidade para a resiliência, flexibilidade e consciência crítica para um mundo em transformação é, sem dúvida, um grande desafio para as escolas e aos professores. Uma tendência a ser seguida pelas escolas é construir o material pedagógico baseado nos pilares da UNESCO que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser,” diz Virgínia.

Antigamente, as matérias ensinadas nas escolas eram conhecidas de cor: Português, Matemática, Ciências etc. Hoje em dia, grandes escolas acrescentaram itens como Robótica, Educação Financeira, Educação Socioemocional e Educação Bilíngue. Alguns colégios entenderam e abraçaram a missão de formar alunos para a vida, e não apenas para o mercado. A Educação Bilíngue faz parte deste espectro porque não se restringe à aprendizagem do idioma, mas inclui reflexões sobre cultura, tolerância, diálogo com o próximo e cidadania global.

 

Por  Virgínia Garcia, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Editorial da International School. Ela é especialista em desenvolvimento estratégico educacional e já atuou tanto na área governamental como privada. É formada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.