O post de hoje é um relato pessoal da amiga Daniela Zanatto, escritora do blog Mamãe Aprendiz, na qual ela compartilha a difícil experiência pessoal pela qual ela passou e, graças a Deus, com final feliz. Saiba como o uso de cadeirinhas salvou a vida dos filhos dela.

Não deixe de visitar o blog dela neste, ele é maravilhoso: www.mamaeaprendiz.com

No dia 8 de julho do ano passado, um domingo, fomos almoçar na casa da minha mãe. Apesar dela morar pertinho (2 quadras da minha casa), Estava frio e por causa dos dois bebês (o Gabriel estava com 12 dias e a Mariana com 1 ano e 9 meses), fomos de carro.

Foi o primeiro “passeio” do Gabriel… Após o almoço, entramos no carro para voltar e percebemos que a Mariana estava com sono e… uma voltinha de carro poderia fazê-la chegar dormindo em casa. Resolvemos dar a voltinha. Como ela não dormiu na primeira, demos outra e… sofremos um acidente bem grave. Nosso carro tombou  (quase capotou), parou com o vidro do lado direito no chão, as portas do lado do motorista no alto.

Meu marido dirigia, mas o carro, graças a Deus, tinha air bag. Ele não teve nenhum ferimento. Eu estava entre os dois bebês, atrás… A Mari em sua cadeirinha do meu lado esquerdo. O Biel em seu bebê conforto do meu lado direito. Eu presa pelo cinto abdominal (aquele que prende só na cintura). Com o acidente, bati o braço na cadeirinha da Mari, e quebrou em 5 lugares. Meu rosto também bateu na poltrona da frente, e além de rasgar um pouco a pele, por dentro rasgou também os músculos e inchou, ficou vermelho, depois preto… e demorou um tempo para voltar ao que está hoje, quase normal. O meu cinto estava largo… deixei largo de propósito porque estava com os pontos da cesárea… 12 dias…

Mas… o principal, você deve estar se perguntando: e as crianças????? Elas estavam bem seguras em suas cadeirinhas. E, apesar de eu ter me machucado tanto (além de tudo, fiquei com o corpo todinho roxo de pancadas…), eles não sofreram NENHUM ARRANHÃO!!!

Assim que o carro bateu, e tombou, a Mariana em sua cadeirinha começou a chorar pelo susto, e foi aí que percebi que o meu braço tinha quebrado, pois tentei colocar a mão nela para acalmá-la mas não conseguia mover o braço… estava pendurada pelo cinto da cintura, me segurando com a outra mão para não cair em cima do bebê conforto do Biel… mas não conseguia ver o Biel. O cobertorzinho tinha caído em cima dele, ele não chorava, eu tentei tirar o cobertor, mas se eu parasse de me segurar com aquele braço, escorregava para cima dele…

Nessa hora, pessoas de bem aparecem para ajudar. O Rinaldo tentou abrir a porta dele, mas com o carro tombado ela fica pesada, ele não conseguia… aí vimos pessoas chegando, que abriram a porta dele, retiraram a Mari de sua cadeirinha, e a acalmaram… ele saiu do carro e pulou para dentro da parte de trás, onde eu estava com o Biel, vivendo os minutos mais angustiantes da minha vida. Ele retirou o cobertor e levantou o bebê que estava na cadeirinha… e não se mexia. Aí ele deu uma mexida… e o Biel se esticou, como quem estava acordando… Ele estava dormindo, mesmo com o acidente, o barulho, o carro tombando, continuou dormindo…

Só depois de vê-lo se mexendo, como se nada tivesse acontecido, eu voltei a “respirar”. ufaaaaaaaaaaaaaaaaaa…. ele está bem! Graças a Deus!

Claro que, como Cristã, tenho plena certeza de que Deus o protegeu, a ele e a minha filha nesse momento.

O Siate foi chamado, fui para o hospital, tive que passar por cirurgia no braço, meu filho foi para a casa de uma amiga querida, madrinha dele… minha filha foi para a casa da minha mãe… eu fiquei chorando no hospital, pensando em como poderia ficar longe dos meus pequenos, principalmente do meu recém nascido, que mamava no peito e teria que mamar leite de lata… mas, ao ver pela TV o acidente e como o carro tinha ficado, percebemos o milagre que aconteceu em nossas vidas: nossos filhos estavam vivos!

Eu fiquei dois dias longe dos meus bebês… depois precisei de ajuda por muito tempo para cuidar deles, com o braço operado… mas eles poderiam ter morrido naquele dia. Eles só não morreram, porque, além da proteção de Deus, estavam em suas cadeirinhas, bem presos.

A violência com que eu bati o braço na cadeirinha da Mari, para quebrá-lo em 5 partes, a violência com que bati meu rosto no banco da frente, se um deles estivesse solto no carro, teria sofrido o mesmo, e com certeza não resistiria… pra se ter uma ideia, o carro deu “perda total”…

Por que estou contando tudo isso? Porque eu sei, que como mãe, é comum a gente ficar com dó deles quando choram nas suas cadeirinhas… e pensar em tirar um pouquinho para mamar, ou abrir o cinto da cadeirinha para que o bebê não chore… eu estava a duas quadras da minha casa… dentro da cidade… mas foi aí que aconteceu o acidente.

Respondendo a minha pergunta lá no título desse post: SIM!!! A cadeirinha e o bebê conforto são imprescindíveis! Agradeço ao abençoado que inventou essa lei que faz a gente gastar dinheiro para comprar cadeirinhas e bebês conforto para nossos bebês… e a salvar as vidas deles!!!

As vezes os meus também choram por estarem presos… quando isso acontece longe de casa, prefiro parar o carro para poder tirar da cadeirinha um pouco… se está perto, apesar de sofrer por vê-los chorar, eu ainda prefiro deixar chorar. É melhor ele chorar uns  minutinhos até chegar em casa, do que eu chorar pelo resto da minha vida de saudades dele!

Resumindo: a dica de hoje é usar a cadeirinhas\ ou o bebê conforto e nunca retirar seu bebê de lá com o carro em movimento!!!

dnaiela zanato