1546265_499514996831845_612766857_nJunto com a chegada do primogênito, alem de muita alegria e realização na vida de muitas mulheres, chega também uma série de medo e insegurança que deixam as mamães muitas vezes deprimidas e angustiadas.

É um período de total transformação tanto na rotina como no corpo e mente da mulher. Mesmo que a nova mãe tenha se preparado por toda vida para esta transição, não estará livre de sentir pelo menos uma pontinha de insegurança.

Vejam quais são os medos mais comuns e como lidar com eles.

Medo de não ser uma boa mãe

Em se falando de mãe, não existe um manual, faculdade ou curso para tornar-se uma mãe perfeita. É instinto, a mãe nasce junto com o bebê, e aos poucos ela vai moldando-se e estará sempre pronta para cuidar, dar carinho, proteger e inventar o seu próprio modelo de perfeição.

Cada mãe tem seu estilo, algumas se sentem bem superprotegendo seus filhos, outras promovendo a independência, seja qual for o modelo de criação, o mais importante a saber é que erros e acertos fazem parte do dia a dia e acontecem em todos os lares. Podemos falhar em alguns momentos, mas isso nada tem a ver com ser ou não uma boa mãe. Falhar faz parte da vida de qualquer ser humano. Preocupe-se em cuidar, dar carinho, atenção e ensinar valores e não se martirize pelas possíveis falhas.

Medo de não saber lidar com o desconhecido

Este medo eu também sinto e tento minimizar buscando informações com amigas e com a internet. Com o primeiro filho, tudo é novidade e mistério. Fico apavorada só de pensar que o choro esta relacionado a alguma doença grave. Lembro quando a Larah tomou a primeira vacina (vacina de dois meses), que teve um pouquinho de febre, eu não dormi, medindo a febre de meia em meia hora.

No começo, nossos bebês não coseguem nos dizer o que estão sentindo e aos poucos vamos nos acostumando e aprendendo a reconhecer cada chorinho (choro de fome, choro de sono, choro de dor) e cada necessidade do bebê, aprendemos também a convier com as angústias e incertezas que são típicas desse momento. Na dúvida, olhe em volta e veja quantas mães já passaram por esse momento e tenha certeza que nós também temos tudo para conseguir.

Medo de não se adaptar a nova realidade

Para muitas mamães, os primeiros meses são desesperador, muitos bebês sofrem de cólicas terríveis, não dormem a noite, choram muito e por estes e outros diversos percalços, muitas mamães acabam achando que foi má ideia decidir ser mãe.

Antes de qualquer coisa, devemos saber que a maternidade é dividida em ciclos e nada é para sempre, tem ciclos mais difíceis e outros mais fáceis. Talvez para algumas mães o segundo ciclo que vai do nascimento até o bebê começar a dar os primeiros passinhos possa ser o pior, mas para outras o pior será a fase da adolescência. De qualquer forma todos os ciclos passam e não se repetem, o importante é ter paciência e focar no melhor de cada um destes ciclos.

Medo de perder a própria personalidade

Deixamos de ser cuidadas para cuidar, “deixamos” de ser filha para ser mãe. Coisas sem importância passam a ser importante e vice versa, as prioridades mudam e você, muitas vezes, torna-se semelhante a sua mãe.

Tornar-se mãe pode sim ser a mudança mais radical na vida de uma mulher, mas isso não significa que perderemos nossa personalidade, mas sim que haverá uma transformação que, na maioria dos casos é para melhor, que fará de nós mulheres maduras e responsáveis. No entanto, nossos modos de pensar e agir continuarão iguais e caso algo mude, com certeza será por um excelente motivo, nosso bebê.

Medo do relacionamento não voltar a ser o mesmo

O nascimento de um filho trará mudanças na dinâmica do relacionamento, mas não quer dizer que esta mudança é para pior. Alguns momentos de intimidade serão interrompidos pelo choro ou por alguém batendo na porta com medo de dormir sozinho, mas saber levar tudo isso com maturidade mostra a força do relacionamento. Criar um filho é uma responsabilidade tanto do pai quanto da mãe e filhos bem criados, frutos de um trabalho de equipe bem feito, sinalizam o sucesso de um relacionamento, aproximando ainda mais o casal.

Medo de não ser mais atraente

Logo após o nascimento do bebê, com o corpo ainda voltando ao que era antes, e em meios as fraldas, mamadeiras, noites mal dormidas e exausta, fica difícil mesmo sentir-se sensual. Mesmo assim aos poucos vamos nos reencontrando e descobrindo novas possibilidades com nossos parceiros. Individualmente percebemos que a maternidade é capaz de nos fazer sentir mais mulher ficando tão ou mais atraente que antes.

Medo de não ter condições financeiras favoráveis

Criar um filho custa caro e preocupar-se com isso é mais do que natural. São fraldas, vacinas, remédios, convênio médico, creche, alimentação, roupas que se perdem rapidamente e uma série de outras coisas que são essenciais para o bebê. Mas fazer o filho caber confortavelmente no orçamento da família é uma questão de planejamento, controle e disciplina e mesmo que o bebê tenha chegado de surpresa, esse planejamento pode ser feito a longo prazo.

Talvez não possamos dar tudo o que sonhamos ou tudo o que ele pedir, aí a lição que se aprende é válido para toda a família: aprender os limites e a gerenciar o dinheiro da família.

Medo de não retomar a carreira profissional

Antigamente, ter filhos implicava abandonar de vez a carreira profissional, mas atualmente essa é uma escolha das mães. Aquelas que podem passar a se dedicar exclusivamente à maternidade, em algum momento podem se sentirem frustradas por terem abdicado de sua carreira. Ao mesmo tempo, as que se dividem entre a maternidade e o trabalho se culpam por não poderem dar a atenção necessária e acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos.

Sem dúvidas, essa é uma questão delicada, que precisa ser pensada e repensada dentro das possibilidades de cada um. Toda escolha tem sua renúncia e o desafio é encontrar o equilíbrio entre satisfação e necessidade.

Seja qual for o seu medo, lembre-se que não estamos só e comm o passar do tempo, tudo aquilo que causa medo, desconforto e insegurança começa a fazer parte do dia a dia e já que não temos outra alternativa, o melhor jeito é encarar tudo de peito aberto, com um lindo bebê no colo e com um belo sorriso no rosto.