Orelha: Furar ou Não?

Logo que a Larah nasceu, ela ganhou um par de brincos de ouro com pedrinha vermelha. Eu fiquei apaixonada e querendo muito colocar na Larah. Mas, fiquei frustradíssima em saber que aqui em São Paulo não é mais permitido furar a orelha antes de 3 meses. O jeito foi esperar.

Na mesma semana que a Larah completou 3 meses, consegui furar a orelhinha dela.  Optei por uma farmácia próxima a casa do meu pai, na qual a farmacêutica tem muitos anos de experiência neste processo, tomando todo o cuidado para não atingir pontos energéticos.

O processo é realmente muito rápido, a farmacêutica esteriliza com álcool tanto o brinco como a orelha, faz a marcação do local correto com uma caneta e utiliza um aparelho apropriado onde o brinco é encaixado e ele mesmo faz o furo.

Foi impressionante! Num piscar de olhos ela terminou, a Larah deu uma choradinha e 5 minutos depois já voltou a sorrir.

Vou confessar que fiquei nervosa antes do processo começar, e até recorri ajuda da minha irmã para segurar a Larah. A sorte que essa tensão passou rápido. A Larah ficou por 1 mês com os brincos adquiridos na farmácia e posteriormente substitui pelos brincos de ouro.

Eu gosto de brincos e mesmo antes de ter a Larah já sabia que optaria por furar a orelhinha dela, mas, respeito a opinião de quem não gosta de brincos e deste procedimento com crianças. Esse foi o primeiro passo da entrada da Larah no mundo feminino.

Agora é só esperar pelos colares, pulseiras, tiaras, bolsas… Daqui pra frente terei que colocar cadeado na gaveta de maquiagem e esconder a caixa de joias e bijus. Afinal, poucas mulheres conseguem viver alheias aos encantos destes acessórios tão frequentes nos kits femininos. Acredito que minha filha não será diferente. Melhor me preparar!

ORELHA: FURAR OU NÃO

ORELHA: FURAR OU NÃO

Aproveitando que estamos falando sobre o assunto, acho importante passar algumas informações de utilidade pública para você que está pensando em furar a orelha da filhotinha. Veja só:

Quando furar a orelha?

Não há consenso entre os pediatras, alguns liberam assim que o bebê sai da maternidade, outros só após um ou dois meses. Isso porque nos primeiros dias do bebê deveria-se evitar ao máximo que ele ficasse exposto a risco de infecção. De qualquer forma, o melhor é consultar o pediatra da sua filha para que ele a libere para fazer os furos. Aqui em São Paulo, só é permitido após 3 meses.

Onde colocar o primeiro brinco?

Alguns hospitais e clínicas realizam o procedimento. As farmácias, como eu já comentei, também podem fazê-lo, desde que com brincos estéreis vendidos especialmente para a finalidade e com o uso da pistola. Não faça o furo da orelha do bebê em casa, pois é necessário realizar as etapas do processo corretamente para evitar o risco de infecções.

Com que brinco furar?

Tanto o brinco de ouro (aquele de verdade, e não banhado a ouro, atenção!) como o de aço cirúrgico são recomendáveis. Eles minimizam o risco de alergia, por isso devem ficar por alguns meses na orelha antes da troca por brincos de outros materiais. O ideal é que sobre um pequeno espaço entre o furo e o brinco, tanto na frente como atrás, para que a higiene seja feita corretamente. E olhe a tarraxa, que deve ter um modelo que não incomode o bebê.

Depois que o furo foi realizado, como proceder?

Lavar a orelhinha com água e sabão e secar evita infecções. Depois de enxutas, passe álcool 70% para realizar a assepsia diária. Rode o brinco todos os dias por um mês. Assim você evitará que ele grude à pele.

E se apesar de todo o meu cuidado, a orelha inflamar?

O melhor é ligar para o pediatra de sua filha e explicar a situação. Com o uso de algumas pomadas, ele pode contornar o problema! É ele quem deve te orientar sobre tirar ou não o brinco, dependendo da situação da orelhinha!