Hoje, perdi o sono por volta das 4 horas da manhã e ainda deitada, comecei a refletir sobre algumas mudanças que aconteceram em mim após ser mãe. Posso dizer que muitas coisas mudaram em meus pensamentos, descobri muitas coisas sobre o meu “eu”.

Aproveitei a insônia para escrever sobre este tema, sobre algumas mudanças e descobertas e quero dividir com vocês!

APÓS SER MÃE

APÓS SER MÃE

1- Mais do que nunca comecei a valorizar o meu tempo.

Antes de ser mãe, meu dia rendia muito. Trabalhava (muitas vezes em dois lugares), estudava, saia com o marido, encontrava com amigos, frequentava salão de beleza, mantinha a casa limpa e organizada, lia pelo menos 2 livros por mês, etc. Quando a Larah nasceu descobri que muitas coisas teriam que ficar de lado e até mesmo as mais simples se tornariam um evento, afinal um bebê requer cuidados 24 horas por dia. Com o tempo, consegui me organizar um pouquinho e consegui apoio com minhas irmãs para cuidar da Larah por algumas horas, quando necessário, e as coisas foram voltando ao “normal”.

Mas, o início da maternidade me fez valorizar cada segundo do meu dia, até mesmo as coisas mais simples como, tomar banho tranquilamente, cozinhar ou comer uma comida quentinha, os momentos a sós com o marido, passaram a ser eventos de puro prazer.

2- Descobri que dormir é importante, mas se precisar ficar acordada cuidando do bem estar do Larah, eu consigo.

Logo que a Larah nasceu, eu tentava descansar quando a ela dormia, como todos sabem, bebês recém nascidos acordam muito durante a noite para mamar, depois para arrotar, etc. e ficamos feitos zumbis se não aproveitarmos para dormir quando possível. Nunca mais dormi 8 horas seguidas e passei a entender o valor de uma boa noite de sono. No entanto, descobri que sou forte o bastante para passar a noite toda “em claro”, vigiando o sono da minha pequena caso ela esteja doentinha.

3- Após ser mãe tornei-me mais emotiva.

Choro “a toa”, até com comercial de TV eu choro. Choro lendo relatos sobre outras famílias, choro só de olhar para o Larah fazendo algo novo ou não. Eu choro e fico muito triste quando leio algum relato ruim que envolva crianças.

4- Aprendi a dar valor para o que realmente é necessário.

Antes de ser mãe eu dava tanto valor a coisas que não acrescenta nada em minha vida, dava valor às coisas que me faziam sentir parte de algum “meio”, tinha a necessidade de ser lembrada por outras pessoas e sofria quando isso não acontecia. Depois que a Larah nasceu, passei a valorizar e dar importância apenas para o que realmente é necessário e interessante para a minha família. Descobri que aparências são apenas aparências e a minha vida não irá mudar se eu não estiver com o cabelo e a maquiagem impecáveis todos os dias e que minha vida também não irá mudar se “fulano de tal” esquecer-se de me convidar para determinado evento. Aprendi o que realmente é digno de ser valorizado.

5- Compreendi minha mãe perfeitamente.

Que pena que não temos o poder de recordar os momentos que tivemos com nossas mães quando ainda éramos bebês. As recordações que tenho de criança, acredito que eu já estava com uns 4 anos, antes disso, não me recordo de nada. Seria maravilhoso se pudéssemos recordar da nossa vida de bebê. Falo isso por hoje, pelos momentos tão deliciosos que tenho junto da Larah e que ela não irá recordar de tudo isso daqui um tempo, mas eu como mãe, não esquecerei jamais. E hoje eu agradeço a Deus por ter tido uma mãe tão incrível e guerreira como a minha. Tenho certeza que foi dela que herdei as características que tenho hoje. Agora compreendo o excesso de zelo e cuidado que ela tinha comigo, não serei diferente com a Larah.

6- “Paguei a Língua”.

Eu acreditava que quando fosse mãe, não faria muitas coisas que mães fazem, confesso que algumas vezes cheguei a ser injusta dizendo a tradicional frase: “eu nunca vou fazer isso quando eu for mãe!”. Depois da Larah, descobri que na prática é tudo diferente e fazemos sim muitas coisas que antes julgávamos impossível. Na verdade cada mãe, cada família sabe muito bem o que é certo ou errado dentro de suas realidades.

7- Acostumei com a bagunça.

Sempre gostei da casa organizada e cada coisa em seu lugar. No começo, até que tentei manter a casa organizada, mas, na medida em que a Larah começou a crescer e brincar, sala virou brinquedoteca, lotada de brinquedos. Muitas vezes, não consigo arrumar a casa, pois a Larah quer minha atenção toda para ela. Hoje eu “relaxei”, onde tem crianças tem bagunça, é inevitável, só resta aceitar e controlar da forma que der. Isso faz parte do dia a dia de mãe!

 8- Me tornei mais medrosa.

Tenho mais medo de morrer, tenho medo da maldade do homem, das crises da economia, das doenças, da falta de educação e compreensão das pessoas, da pedofilia… Muitas preocupações novas surgiram e eu sei que isso é normal, qual mãe ou pai que não se preocupa com o futuro e o bem estar do seu filho? Oro todos os dias pedindo proteção e livramento para Larah, Deus tem sido meu refugio. Tenho medo de ter que enfrentar problemas graves. Tenho tanto medo que nem escrever sobre eles eu gosto. Vamos mudar de assunto…rs

9- Descobri o amor incondicional.

Eu pensei que sabia tudo sobre o amor, mas, depois da Larah descobri o amor incondicional. Descobri que existe uma pessoa mais importante que tudo nesse mundo, pela qual eu faço qualquer coisa. E quando penso que já amo demais, no dia seguinte, percebo que o amor aumentou mais um pouquinho. Ser mãe é isso, não existe explicação, é o amor mais forte, mais puro e intenso que existe, só sentindo e vivendo para entender.