IMG_0483Em casa, na hora de dormir, existe todo um ritual: Fralda trocada, caminha preparada e quentinha, vitamina (Adtil) tomada, luz apenas de abajur, ambiente tranquilo e Larah pronta para pegar no sono e, repentinamente começa a chorar. Ela não usa naninhas.

No caso da Larah, a noite, ela só dorme com o peito na boca, mas em muitas casas as crianças se apegam a naninhas e só dormem tranquilas quando estão com elas.

Muitas vezes, este choro desesperado é sinal de insegurança, medo de se separar da mamãe. Isso nada mais é que uma fase, e uma forma eficaz de lidar com esta fase, é dar ao bebê um objeto que pode ser transformado em “amiguinho protetor”. Este objeto pode ser um bichinho de pelúcia, um travesseirinho, uma fraldinha, ou até mesmo a chupeta. Estes objetos por sua vez, são chamados objetos transicionais.

Usar naninhas é prejudicial?

De acordo com os pediatras, as crianças, antes de dormir, gostam de ter por perto objetos familiares para segurar. Com certeza seu bebê se sentirá mais seguro se estiver ao lado do bichinho de pelúcia que brinca durante o dia. Estes objetos transicionais fazem com que o bebê lembre-se da figura materna trazendo aconchego.

A partir dos 4 meses de vida o bebê já percebe e entra nesta fase em que os objetos transicionais são importantes.

Apesar da importância dos objetos transicionais, os pais devem observar a forma como seus bebês estão usando seu paninho ou brinquedinho. O ideal é utilizá-los apenas na hora de dormir. É nesse momento que a criança sabe que ficará sozinha e, por isso, sente-se mais insegura.

Com 2 anos de idade, a criança passa a compreender melhor cada situação e esta é um bom momento para dar início a retirada do objeto transicional. Não convém deixar a criança usar o objeto durante toda a infância. A medida que a criança começa a se interessar por assuntos ligado a cultura, elas mesmas vão perdendo o interesse pelos objetos.

Para os psicólogos, os objetos devem ser encarados como algo saudável, mas seu uso prolongado – após os 2 anos de idade – pode representar uma dificuldade da criança em passar pelo processo de individualização.

Nem todas as crianças adotam um objeto transicional. Alguns bebês desenvolvem a capacidade de criar e se individualizar sem, necessariamente, fazer uso de um brinquedo. Mas a escolha é particular de cada criança. Para algumas, basta a figura da mãe.