Microcefalia – Informações Importantes

Por conta de tantas informações e notícias sobre o aumento considerável dos casos de microcefalia no Brasil, passei a tarde reunindo informações sobre o assunto para compartilhar com vocês.

Para se ter um noção da gravidade e do aumento dos casos de microcefalia, em 2014 tivemos 174 casos e em 2015 já são 739 casos. No Brasil, a região Nordeste tem sido a mais afetada, no entanto o perigo existe para todos os estados, pois a hipótese mais provável é que este aumento se deu por causa do vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo da dengue.

MICROCEFALIA

Microcefalia

Devido à gravidade da situação e da falta de informações concretas, uma das recomendações feitas pelos especialistas é que as mulheres evitem engravidar. Pois é, enquanto não se tem certeza do causador desse surto, de acordo com os a médicos, neste momento o melhor a se fazer é evitar a gravidez.

Infelizmente ainda não existem pesquisas que relacione a microcefalia ao vírus Zika e as estimativas são de que se demore pelo menos de seis meses a um ano para que se consigam pesquisas efetivas relacionando ao tema.

A microcefalia é um problema sério e não existe cura para ela. Crianças com microcefalia nascem com o cérebro menor do que deveria ser. E isso causa diversos problemas no desenvolvimento da criança, em graus distintos sendo que 90% das crianças terão algum tipo de deficiência mental, além disso, podem  ser apresentados casos de epilepsia, dor de cabeça, problemas de visão e de audição e mau funcionamento do intestino.

A Microcefalia sempre foi uma doença rara e os poucos casos estavam relacionados ao uso de drogas pela mãe, envenenamento por mercúrio ou cobre, antes ou durante a gravidez, HIV materno, doenças metabólicas, desnutrição, meningite ou por infecções de alguns vírus. Por isso que a suspeita recai sobre o zika vírus. Testes feitos nas mães que tiveram bebês com o problema apontam que elas tiveram contato com este vírus.

E o pior de tudo é que muitas pessoas que tiveram contato com o vírus nem sabem, pois não apresentaram sintomas da doença.

Enquanto as pesquisas não se consolidam, nos resta combater os focos onde o mosquito da dengue pode se reproduzir. Ou seja, agora mais do que nunca devemos evitar água parada.

Para as mulheres que já estão grávidas ou pensando em engravidar e não podem ou não querem postergar a decisão, fiquem atentas às noticias e as recomendações dos especialistas. Use repelentes com a substância dietil toluamida (DEET) e seguir as recomendações de uso, sem extrapolá-las.