Olá! Na semana passada falei sobre os vários papéis que as mulheres atuam e para mim o papel mais difícil de vestir e despir é o de ser mãe.

Difícil de vestir porque você se vê obrigada a abrir mão de várias atividades e hábitos e muito pior ainda o despir porque você está diante de um ser tão frágil, tão amado, tão dependente de você, que automaticamente vem um sentimento horroroso: a CULPA junto com ele o MEDO.

Ser ou Não Ser Mãe: Eis a  Questão!

Algumas dessas perguntas você já deve ter feito:
• Como eu posso sair com uma amiga e deixar seu bebê com a vó ou alguém de confiança?
• Será mesmo que devo sair para jantar com o meu marido e não levar o bebê?
• Se eu for ao banco (ou qualquer outro lugar) rapidinho será que o bebê vai sentir minha falta?
• Tenho um aniversário de um familiar, mas não é apropriado para bebês. Será que vão sentir a minha falta?
• Ir ao supermercado ou ficar em casa cuidando do bebê?

Entre tantas outras, as quais poderia incluir, ficaria uma lista enorme. Tenho certeza que você continuou exercendo seu papel de SER MÃE. Mas e a amiga? E o marido? Pois é, a vida precisa ser retomada, com algumas alterações na rotina, é preciso organizar e planejar tudo depois que o bebê nasceu.

Ser Mãe

Ser Mãe

Momento Transformação  da Segunda Gestação

Depois de uns 5 meses da minha primeira gravidez, eu ainda vestia somente as roupas mais largas e da gestação. Não saía muito de casa e, num belo início de noite, meu cunhado foi até a minha casa e me disse: O que aconteceu que você não sai mais de casa? Respondi que nada havia acontecido… Então ele me questionou porque eu ainda não havia voltado a usar minhas calças jeans? Não havia resposta. Simplesmente não sabia o que responder (pasmem).

Quando vesti a calça, me sentia um E.T. Apesar dela ter entrado numa boa, pois sempre amamentei. Amamentei o Rubens até um ano e três meses. Depois desse episódio fui voltando a vestir as roupas que me serviam, tirando aquelas mais curtas e mais decotadas e os anos foram passando.

Na segunda gravidez, fui vivendo a maternidade dia a dia, adiando o dia de voltar a trabalhar fora de casa (porque serviço doméstico não acaba nunca), colocando alguns empecilhos aqui e ali e acabei sofrendo um pouco mais do que deveria com esta decisão. Decidi então ficar com a Rafaela até que ela completasse 2 anos.

Mas dentro de mim sempre precisava lembrar os motivos que me fizeram tomar esta decisão por todos esses dias. Entretanto me sentia improdutiva, incapaz, já não me lembrava tanto das minhas qualidades…

Já estava pensando em doar meu cabelo que havia cultivado durantes a gestação e mais estes 2 anos, mas ainda não tinha coragem.

Minha Transformação

Foi então que num dia qualquer resolvi ir ao salão que frequento: Espaço de Beleza Salve Rainha, para fazer mais uma escova. Chegando lá perguntei ao Jota Erre se ela cortaria meu cabelo para que eu pudesse doar a ONG Rapunzel Solidária (eles fazem perucas para mulheres com câncer) e se faria uma transformação, pois precisava volta ser a mulher de antes que “estava guardada numa caixinha”.

Parecia que tinha dito as palavras que o Jota Erre Mendes queria ouvir, rs, rs. Fechei os olhos e me joguei, ciente dos profissionais que eram, deixei a transformação por conta dele.

A equipe ainda conta mais dois profissionais: Leonardo Silva e Claudio Torreão, além das manicures: Ana Cristina e Sonia Guimarães e da Esteticista Fabiana Miguel.

Depois da transformação, entrei em contato com a autora deste blog, minha amiga Adriana Rosa e pedi se poderia escrever no blog uma vez por semana. Prontamente ela me cedeu o espaço.

Hoje sou uma mulher com todas as forças renovadas, pronta para mais desafios, sem nenhum sentimento de culpa e/ou de medo de despir o papel principal que estava usando por estes anos…

Pronta para atuar nos outros papéis como sempre atuei antes da segunda maternidade.

Na próxima semana, te conto como foi o término da licença maternidade do meu primeiro filho.

Mil bjs,

regina