Acompanhamento é indispensável na fase de troca de dentes

A retenção prolongada dos dentes de leite é uma preocupação comum e se tratada cedo, evita procedimentos invasivos

A arcada dentária de uma criança costuma ter 20 dentes de leite. Em média, a troca pelos permanentes tem início por volta dos 6 anos e termina aos 12 anos. Os dentes decíduos, conhecidos como dentes de leite, começam a surgir em torno dos seis meses de idade e servem como guia para o nascimento dos permanentes, além disso, ajudam a manter o equilíbrio da estrutura da face e proporcionam uma melhor mastigação dos alimentos.  Mas se os dentes permanentes já estão apontando e os de leite ainda não caíram, é necessário uma consulta com odontopediatra para que seja examinado o mais breve possível. Embora seja simples de tratar, a retenção prolongada, nome que se dá a esse processo, pode causar desconforto e até inflamação bucal, assim sendo indispensável à supervisão do dentista.

Atraso na troca de dentes e suas consequências

Quando o dente decíduo continua na cavidade bucal, o permanente nasce na posição errada, encavalando um no outro, comprometendo a higienização. A responsável pelo atendimento infantil da Hope Odontologia de Campinas, Dra. Karina Gottardello Zecchin explica que o atraso na troca dos dentes resulta em danos à oclusão normal. “Apinhamentos dentários, mordidas cruzadas, lesões de cárie e doença periodontal podem causar a retenção prolongada de um ou mais dentes. Outros fatores que contribuem são traumas, necrose pulpar do dente de leite, elementos a mais na cavidade oral, deficiência hormonal e nutricional, além de alterações metabólicas, como febre alta, por exemplo.”, comenta.

Segundo a especialista, nos casos em que não há um acompanhamento com o dentista o atraso pode causar grandes implicações. “Lesões de cáries podem evoluir para abscessos, doença periodontal pode resultar em perda óssea, perda do dente permanente e más oclusões graves que só podem ser resolvidas com cirurgia. Em função disso, a remoção dos elementos envolvidos deve ocorrer o quanto antes, seguido do tratamento adequado.”, destaca.

Tratamento ortodôntico

Após avaliação clínica e radiográfica, é realizada a exodontia do dente retido, dessa forma, o dente permanente consegue se posicionar corretamente por não ter mais o “obstáculo” e, quando isso não ocorre, é possível colocar o dente em seu devido lugar, por meio de tratamento ortodôntico. “Por isso, é indispensável à avaliação e assistência do odontopediatra, o profissional apto a dizer qual a necessidade do paciente. Embora muitas mães achem que devem ir ao dentista só quando a criança tem “um bom número” de dentes, o ideal é levar o bebê edêntulo (sem dentes), para que todas as orientações cabíveis sejam passadas aos pais e responsáveis.

fase de troca de dentes

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