Todo pai ou mãe deseja o bem do seu filho acima de qualquer outra coisa. É por isso que, quando algo parece caminhar fora de controle, inevitavelmente fazemos comparações. A princípio elas ficam em nossas cabeças: buscamos internamente razões para entender por que o filho da fulana já está andando e o nosso ainda não. Ou por que a nota do colega é sempre mais alta. Seja qual for a preocupação, vale o alerta: comparar nunca vai trazer benefícios, cada criança é única!

cada criança é única

cada criança é única

É preciso entender que cada criança é única e tem suas particularidades. Ou seja, o método de aprendizado, tempo de desenvolvimento, preferências, comportamento, facilidade em uma ou outra disciplina, tudo isso varia de indivíduo para indivíduo. Não adianta colocar na mesma balança crianças com histórias, caminhos e até genéticas diferentes.

Isso sem falar que sempre usamos um modelo de comparação injusto. Por exemplo, ao se preocupar com o desempenho escolar do filho, o comparamos ao melhor aluno da sala e não a uma média geral ou algo do tipo. Também não levamos em conta que aquele “melhor aluno da sala” também tem seus defeitos e não é um gênio em absolutamente todos os aspectos. Ainda assim, sonhamos que nossas crianças estejam sempre entre as melhores em todas as vertentes.

Devo admitir que a culpa não é inteiramente dos pais. Vivemos hoje em uma sociedade dura, que incentiva a competitividade e que nos cobra sempre uma melhoria. Involuntariamente, esperamos esse mesmo estilo de vida também dos nossos filhos.

A situação piora ainda mais quando os pais deixam de comparar apenas entre si e externam isso para a própria criança. Além de aprofundar esse senso de competitividade, essa atitude gera estresse, causa ciúmes, diminui a autoestima da criança, prejudica a relação entre pai e filho, entre outros problemas. É difícil encontrar algum benefício que isso pode trazer à criança.

Ao invés de provocar todo esse transtorno, tenha uma abordagem mais empática com seu filho. Quando estiver preocupado com algum assunto, procure conversar com ele e entender o que está acontecendo e como você pode ajudar. Se achar necessário, dê exemplos de como você ou outra pessoa superou uma situação parecida, mas não faça comparações diretamente.

Eu sei muito bem que nem sempre é fácil ter esse tipo de diálogo. É necessário se colocar no lugar do outro e ter muita paciência. Mas entenda que esse tipo te atitude vai trazer grandes benefícios para seu filho e melhorar seu relacionamento com ele. Portanto, valorize os pontos fortes das crianças e deixe as comparações de lado. O resultado será ótimo para a família como um todo!

*Fabiany Lima é mãe de gêmeas, escritora de livros infantis e criou o aplicativo Timokids, que oferece livros e jogos socioeducativos com ilustrações em 3D narrados e legendados em 4 idiomas e que estimula a interação da família.