Bullying – Ela se sentia magra, mais baixinha do que boa parte dos colegas de classe, cabelo cacheados e volumosos em uma época que não existiam produtos adequados para aquele tipo de cabelo, várias verrugas pelas mãos e algumas no rosto que eram motivo de chacota de alguns colegas.

Na sala de aula, procurava os cantos para se sentar, falava pouco e quando falava se esforçava para que gostassem dela. Fazia poucos amigos. Se decepcionava muito fácil.

Essa história é real, é minha história, sofri bullying quando ainda nem se falava sobre isso. Naquela época não usávamos a palavra bullying, era apenas “zoação” e se limitava às paredes da escola.

Quantos de vocês também não vivenciaram histórias parecidas?

Além dessa minha história, eu poderia citar várias outras na qual eu testemunhei o bullying e muitas vezes até participei rindo, afinal, adolescente acha tudo engraçado e eu tinha a necessidade de me sentir inserida a sociedade a minha volta.

Hoje, com maturidade e preocupada com o risco que o bullying traz pra vida da pessoa, eu reflito que eu poderia ter sido diferente tanto quando eu era agredida verbalmente como quando eu presenciava outros colegas serem agredidos.

Acredito que, mesmo que tenha sido dolorido a zoação que fui submetida naquela época, nada se compara com o bullying que vemos na atualidade.

A Larah é pequena, acredito que ainda não sofre bullying mas, quem garante que não sofrerá ou, se por ventura, não será conivente ou a agressora (que Deus nos livre)?

Precisamos estar atentos a qualquer sinal de bullying.

Não só se nossos filhos estão sofrendo mas, se estão sendo os agressores ou simples testemunha de algo ruim.

Todo caso de bullying tem a vítima, o agressor, e a grande maioria das vezes tem testemunha. Por esse motivo, existe uma chance enorme de nossos filhos estarem envolvidos de alguma foma em casos de bullying.

Bullying não é brincadeira, quem sofre pode ter sequelas e traumas para o resto da vida. Já vimos casos extremos de pessoas se matarem ou matar os agressores por conta de não resistir a pressão do bullying.

Para nos auxiliar na identificação desse mal, abaixo listei alguns sinais.

Bullying – Qual O Papel Do Seu Filho?

A vítima

  • Sempre arruma desculpas para não ir a escola;
  • Não gosta de participar de eventos na escola;
  • Melancolia, tristeza e apatia constante;
  • Não fala sobre seus problemas e dia a dia;
  • Tem crises de ansiedade e insônia;
  • Passa a ser agressivo em casa;
  • Apresenta redução de rendimento

O Agressor

  • Constantemente envolve-se em brigas;
  • Tem maneira grosseira de lidar com as pessoas;
  • É o “mandão” impondo suas vontades no grupo de amigos;
  • Exclui amigos de seu círculo quando acha conveniente;
  • Aparece com objetos novos em casa;
  • Tem atitude que desafia pais e irmãos;
  • Mostra-se comportamento manipulador;

Acredito que ficamos enfurecidos se descobrimos que nossos filhos são vitimas mas, muitas vezes, quando nossos filhos são os agressores, não levamos tanto a sério, acreditamos que é só uma brincadeira e que vai passar.

Tanto quanto a vítima, o agressor precisar ser identificado e tratado por meio de conversa e terapia.

A Testemunha

  • Mudar o círculo de amigos;
  • Fazer comentários ou fofocas sobre “antigos” amigos;
  • Excluir amigos de seu círculo;
  • Sentir-se incomodado com determinadas amizades;
  • Deixar de comunicar a escola quando souber de um caso;
  • Deixar de dialogar com a família;

A maioria das crianças e adolescentes se enquadram nessa categoria e acredito que é a testemunha que pode fazer a diferença para solucionar um caso.

Muitas vítimas tem medo de se pronunciar. E é aí que a testemunha pode ajudar.

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